terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Use o pé na bunda como impulso



E aí, galera do mal?

Como é que tá todo mundo?

Quê? Ouvi alguém chorando aí no fundo porque levou um pé na bunda?

Miga, pare. E eu vou te dizer porquê...

Há exatamente um ano, dois meses e 26 dias atrás eu levava o maior pé na bunda EVER. Ai, meu Deus... Como lidar? O cara que era meu porto seguro, o amor da minha vida, o futuro pai dos meus filhos... Blá, blá, blá... Depois de 6 anos, simplesmente virou pra mim e disse: "Não te quero mais" e foi "viçá no mei do mundo".

Aí eu te pergunto: Que que eu fiz? Eu chorei, né? Mas eu chorei foi muito. Eu chorei num foi pouco não. Eu deixei de comer, fiquei doente, quis morrer pra ver se aquela dor insuportável acabava... Enfim. Tava na merda.

Hoje EU me pergunto: pra que, fia? Tanta lágrima desperdiçada, tanta coisa boa que eu deixei de comer, tanto sono da beleza que eu deixei de dormir... Mas aí eu penso que, sim, eu tinha que viver esse luto, sofrer tudo que tinha que sofrer, pra depois voltar com tudo, "ahazando" geral.



Daí, 15 dias depois, usei esse chute no traseiro como impulso e fui VIVER. Gente, uma coisa eu digo pra vocês, disso, ninguém morre não. Tô aqui mais viva do que nunca pra contar a história. E, em um ano, eu voltei a ser a pessoa que eu era quando comecei esse romance fracassado. O maior erro que a gente comete é deixar de ser você pra ser a pessoa que eu outro quer. Além de muito chato, né? Porque o lindo-maravilhoso NUNCA tava satisfeito. Todo dia tinha um raio de uma coisa que eu não fazia direito, uma gordura que não tava no lugar certo, o cabelo que tinha que ser de outra cor, minha postura profissional, a minha família, os meus amigos, eu falava demais, depois falava de menos, fazia amizade, não-seja-amiga-daquelas-pessoas... Vai encher o saco do capeta, né?

Mas eu achava que aquilo era o paraíso em cima da terra...

"Ah, Lanussa... tá cuspindo no prato que comeu..."

Qual o problema?! O cuspe é meu e eu cuspo onde eu quiser.



O fato é que, me libertei do sufocamento que eu sentia pensando que era amor. Gata, amor não te sufoca. O que te sufoca é nariz entupido.

Depois disso, eu conheci tanta gente bacana que não teria conhecido, fiz tanta coisa legal que não teria feito... Obrigada, God. E agradeço a você também por ter me achado pouco, me achado fraca, me achado menos atraente, me achado uma pessoa difícil. O-BRI-GA-DA por ter me deixado livre.

Tudo isso me ensinou que eu venho em primeiro lugar, que eu tenho que pensar sempre em mim e fazer as coisas que eu gosto. Mudei muito. Mudei bastante. Quem me conheceu na fase "namoradinha-Amélia-songa-despombalecida" se admira da pessoa que eu sou hoje. Passei a me estressar menos com coisas pequenas, fiz uma infinidade de amigos, TODOS DI-FE-REN-TES uns dos outros e, principalmente, de mim. Passei a ver a vida com mais leveza e isso, inclusive, me ajudou a passar com bastante calma pelo fim de outro relacionamento.

Sim, o outro amor-da-minha-vida-pra-sempre, também acabou e ficou tudo muito bem, porque aprendi a esperar pouco, mas muito pouco mesmo, dos outros e bem mais de mim. Eu não ia cair  na mesma besteira de me prender em uma relação sem futuro só pra não ficar solteirona. Esse foi meu erro no primeiro caso. A minha auto estima era tão zero, que eu achava que não encontraria nada melhor do que aquilo ali. Ou besteira. SEMPRE tem coisa melhor. É só a gente se abrir pra isso.

No mês passado, fiz uma viagem de reflexão, uma espécie de retiro espiritual pra fazer um balanço da minha vida. A princípio, eu faria essa viagem sozinha mas, no meio do caminho, apareceu uma amiga que tava na mesma merda que eu, um ano atrás. Me ajudou mais ainda. Porque eu pude ver como evoluí em tanta coisa, em um ano apenas, além de ter a oportunidade de ajudar alguém com a minha experiência de vida. Ela viu que a gente não morre depois do fim de um relacionamento, a gente pinta o cabelo de loiro, toma caipifruta e vai viajar com as migas.

Nossa. Me senti mais feliz do que nunca. Agradeci a Deus por ter me guiado por esse caminho e por eu ter sido capaz de ouvir Seus conselhos.

Foi o final de semana mais maravilhoso de tantos que eu já tive e continuo tendo. Mesmo com todas as lágrimas que derramamos uma de frente pra outra... Mas isso só serviu para lavarmos nossas almas, nos preparando para receber as coisas boas que ainda estão por vir.

Por isso, repito: use o pé na bunda como impulso, coloca um batom vermelho e VAI, gata!!




11 comentários:

  1. Tipo... um verdadeiro texto da Lanussa. TOP!

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  2. Texto maravilhoso. Parabéns, Lanussa! Certamente teu relato vai abrir os olhos de alguém que pensa estar na merda hoje. Pra cima, gata! o/

    Beijos, Susy.

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  3. Menina, que massa! Não foi comigo mas sei que tua experiência foi de grande ajuda. Ela realmente precisava de alguém que soubesse o que ela tava passando. E agora, por mais que ela não dívida comigo, sei que ela tá bem. Brigada, Lua. ��

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  4. Parabéns! Belo texto e otima reflexão. Já levei pé na bunda e chorei. Mas não morri eu evolui.

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  5. eita primaaaaaa,sempre arrasa,amei o texto...belas palavras.e parabens pela volta por cima que destes.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. ADOREI..ESTOU PASSANDO POR ISSO NESSE MOMENTO..TA DIFICIL..MAS LENDO ESSE SEU TEXTO..CONSIGO VER LUZ NO FIM DO TUNEL..

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    1. muito bem amiga....cabeça erguida.e bola pra frente

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    2. Meu Deus, que bom!!! O negócio é se gostar, Elizangela! A gente tem que se amar primeiro. E ver o lado positivo das coisas! Siga em frente!

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    3. Meu Deus, que bom!!! O negócio é se gostar, Elizangela! A gente tem que se amar primeiro. E ver o lado positivo das coisas! Siga em frente!

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