sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

No tutorial de hoje vamos falar de amor-próprio



Oi, gente linda da internechty!!!

Que saudade de vocês!

Tá, vamos ao que interessa: EU.

Sim, estamos narcisistas hoje.

Eu só queria dizer aqui que eu tô muito puta! Pense numa pessoa que tá com a raiva da mulesta! 

Motivo?

Levei um bolo. Fui dispensada. Fui ignorada. Deixada de lado. Tratada como se fosse aquela poeira que está em cima do móvel que você não tá a fim de limpar.

Claro, metade disso se deve aos hormônios femininos que estão em ebulição dentro de mim neste exato momento, a outra metade é porque o cara é um cuzão mesmo. Sim, tinha que ter homem no meio, né? Afinal, quem mais consegue fazer de nossas vidas um verdadeiro filme de princesa pra, logo em seguida, transformá-las em verdadeiros infernos?

Eu fiquei muito chateada. Eu fiquei, tipo, extremamente chateada. Eu fiquei chateada PRA CARALHO!!! Sabe por quê? Porque não é a primeira vez que isso acontece. E com a mesma pessoa!

Então eu parei pra pensar... E me lembrei de uma coisa.



Há pouco mais de um ano, eu conheci um cara. Foi bem quando eu estava começando a me aventurar nessa vida de caminhar sozinha, de tentar ser feliz sem que eu precisasse de outra pessoa ali, do meu lado. Eu ainda tinha muitas inseguranças, incertezas e dúvidas, principalmente ao lado daquele homem, mais velho, mais maduro, experiente, quase dois metros de altura, cheio de músculos e sensualidade. Sabe aquele homem de novela? Então? (Tá pensando que "nóis" brinca em serviço? Hahahaha).

Foi realmente bem difícil acreditar que aquele cara tava a fim de mim, mas ele não desistiu da pretinha aqui e sabe o que aconteceu? Eu tive uma das relações mais lindas da minha vida. Porque ele me botava pra cima, porque ele elogiava tudo que eu fazia, porque ele me puxava e dizia pra mim: "agora me fala de você", porque ele se preocupava comigo, porque ele queria saber se eu estava bem, se eu estava feliz, porque ele sentia quando eu estava mal mesmo quando eu estava sorrindo e, sabe o que mais esse cara me dizia SEMPRE?

"Lanussa, você é uma mulher maravilhosa, inteligente, bonita, gente boa. Você pode ter o homem que você quiser e não aceite NUNCA que um homem lhe trate menos do que uma princesa. Nunca aceite menos do que eu estou fazendo."

Aí, a essa altura, vocês estão se perguntando: mas, miga, porque tu num agarrou logo esse boy, casou, teve três filhos e uma conta conjunta? Por que não deu certo?

Mas aí é que tá, gente. Nossa relação deu muito certo. Embora não haja possibilidade de ficarmos juntos, por conta de estilos de vida muito diferentes. Mas nós nos amamos, nos respeitamos, temos carinho um pelo outro e um eterno companheirismo. O fato de não termos casado, constituído uma família, como a sociedade espera que a gente faça, não quer dizer que esse amor não deu certo. E, acreditem, já chorei de soluçar no ombro dele por conta de um cara que SEMPRE me deu menos do que eu merecia e que eu conheci depois dele.

É... Às vezes é difícil a gente se livrar de velhos fantasmas, aquela autossabotagem que vem sem a gente nem perceber, a falta de amor próprio, de zelo pela sua pessoa, pelos seus sentimentos. Eu não posso fazer isso! E eu quero dizer que vocês também não podem!

Aquele cara te que dá bolo e não dá uma justificativa. Aquele cara que te deixa no vácuo no whatsapp durante horas ou dias. Aquele cara que só te procura quando não tem mais opção no cardápio dele. Aquele cara que te diz coisas desagradáveis. Aquele cara que tenta te diminuir (e na maioria das vezes consegue). Miga, MANDA ESSE CARA TOMAR NO CU NO MEIO DO QUINTO DOS INFERNOS COM O CAPETA FUTUCANDO AS COSTELAS DELE A CADA CINCO MINUTOS!!!

Desabafei.

Obrigada.

De nada.

Voltando ao raciocínio...

Meu amor, sinta-se especial, sinta-se maravilinda, sinta-se diva, porque você é tudo isso! Não precisa ninguém lhe dizer! Nós temos que repetir esse mantra interno todos os dias.

Existem homens especiais por aí, sim. E nós vamos conhecê-los, quando nos dermos essa oportunidade.

E eu agradeço todos os dias por esse cara ter aparecido na minha vida, por ter me ensinado a me valorizar, a me amar, a me enxergar como ele me via.

Então, já deu. Bolo pra mim, agora, só se for de chocolate com cobertura de brigadeiro e morangos enoooormes em cima, acompanhado de sorvete de creme com cobertura de caramelo e pode ter umas bolachinhas em cima também, que eu não me importo.

Ai, gente, calma. É só TPM... Eu, hein!!

Beijox de luz!




domingo, 9 de outubro de 2016

O Lado de Lah do Coração Partido



Sim. Mais uma vez, a vida esfrega na minha cara que ela não para.

Não importa se você teve aquele semaninha marota em que sua gatinha foi envenenada e teve que ser furada, sedada, internada, um amigo muito querido foi, de repente, morar no céu com os anjinhos, teve que correr atrás de 947 documentos e enfrentar horas no cartório pra autenticar tudo e entregar na universidade pra inscrição no mestrado (isso sem falar nos 948 quilos de texto que você tem que estudar pra prova) e, pra encerrar com chave de ouro, ainda tem um coração partido.

Não linda, nada vai parar pra você sofrer até a morte e voltar à normalidade quando, finalmente, se sentir bem. O que pode bem acontecer daqui a meia hora ou, tipo, daqui a vinte anos. Vai saber, né?

Mas sabe de uma coisa? Mereço, pelo menos, uma versão pocket.

Sim. Só por hoje. Tô nem aí. Eu vou chorar, vou sentir aquela dor que te tira o ar, como uma bolada que você leva no peito sem esperar, vou esquecer a dieta e comer gordura saturada sem me importar com o amanhã ou com aquela calça jeans número 36, vou ter a certeza de que nunca vou encontrar alguém com quem eu possa dividir todo o amor que uma canceriana consegue guardar dentro de si, vou achar que acabarei meus dias em um apartamento cuidando de 11 gatos.

E amanhã? Amanhã, não.

Amanhã, nós voltaremos à dieta e faremos exercícios físicos, porque foi bem difícil voltar a vestir tamanho 36, depois de oito anos. Amanhã, nós ouviremos música alta e cantaremos fora do ritmo, de preferência, em um idioma que não dominamos, porque, a cada vez que erramos a pronúncia, uma risada explode dentro da gente.

Amanhã, tem muita coisa pra estudar, porque não adianta ser apenas um corpinho bonito, gata. Aqui tem que ter conteúdo.

Amanhã, temos trabalho a fazer, porque o cliente não é obrigado a aguentar a sua dor de cotovelo.

Amanhã, eu tenho um quarto que está parecendo um circo e precisa parecer com um quarto novamente.

Amanhã, vai chegar a fatura do cartão de crédito e você tem que se preparar pra não infartar, ao ver quanto você vai ter que pagar pra não ter o nome no SERASA.

Amanhã, depois, depois, depois e depois, você tá muito ocupada pra sofrer por quem não te merece. Mesmo que seja naquele tempinho em que você hidrata o cabelo, ele será melhor aproveitado fazendo uma esfoliação na pele. Fica a dica.

Ah... Pensando bem. Vou deixar essa porra pra amanhã, não.

Cadê o durex que eu comprei na semana passada?

Aqui! Achei!

Um pedaço aqui, outro ali... Pronto! 

É... Num ficou lá essas coisas, não. Mas o que importa? Só quem vai ver, sou eu.


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Amor engarrafado



Será que é porque eu li romances demais durante toda a minha vida? Será culpa daqueles suspiros involuntários que eu dava a cada cinco minutos, cada vez que eu lia mais uma página dos livros de amor? Será que foi excesso de poesia? Será que foi...

O signo!

Hoje em dia, tudo é culpa do signo. Vamos continuar nessa linha de raciocínio, não quero contrariar.

Canceriana, romântica, envolta eternamente em uma nuvem cor de rosa (mesmo que de uns tempos pra cá, essa nuvem tenha recebido um pouco de cinza, um pouco de preto, mas o rosa sempre vence. Odeio essa cor.), achando que um dia, ah, um dia vai dar certo.

Sei não... Sei mais de nada.

A única coisa que eu sei é que não quero mais isso.

Não quero prender meus sentimentos dentro de mim. Não quero ter que escolher cuidadosamente as palavras pra não te assustar. Não quero ter medo de que você não ligue, não me procure, não goste de mim de verdade. Não quero ter medo. Ponto.

Eu sou um espírito livre. O meu sorriso é livre, a minha alegria é livre, o meu amor é livre (seja da forma que for: mais brando, mais intenso, mais louco, mais confuso), o meu sentir é livre.

Intensidade é meu sobrenome, viver e sentir só serve se for pra valer. Esse negócio de ficar se escondendo atrás do que deu errado, do que não aconteceu, do que não vingou, do que não amou... Não, esta definitivamente não sou eu.

Medo da dor, quem não tem? Mas a dor também faz parte da vida. Vida. Já viram palavra mais... cheia de tudo?

É isso que eu quero: TUDO.

Não mereço pedaços, migalhas, sobras, tiquinhos. Eu mereço tudo, o pacote completo, com todos os opcionais, os de segurança principalmente.

É... meio louco, né? Eu sei. Mas é aquela história... Eu morro de medo de altura, mas quero andar na beirinha do precipício só pela emoção.

Se você não quer vencer o seu medo de altura, sinto muito darling, seu lugar não é aqui. Tá com medo? Fique com ele aí pra você. Aqui o bagulho é "loko"!

Amor, tá tendo.

Alegria, tá tendo.

Sorrisos bobos, tá tendo.

Beleza, sim, tá tendo. Principalmente a que vem de dentro.

Inteligência, tá tendo.

E é por essa última que não vou deixar mais ninguém me impedir de sentir, de viver, de amar, de sofrer, só porque tem medo.

Aqui não é lugar de medinho.

Aqui é lugar só de quem AMA.

Vlw

Flw

É isso aí.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Maria la del barrio soy



Miagente

Miagente

Miagente...

Tá.

Parei.

Tô pensando seriamente em fazer aquele negócio de regressão pra saber das minhas vidas passadas. Porque só voltando as minhas reencarnações pra saber porque diabo eu só pego caras com desgraçamento de cabeça.

Doido. Tá pra nascer em cima dessa terra, alguém que atraia mais homem problemático do que eu, euzinha aqui. (Tá. Rolou um leve drama and exagero, mas quem aqui não é Maria do Bairro de vez em quando?)

Qual a dificuldade de eu encontrar um cara que tenha a vida e os sentimentos resolvidos? Qual a dificuldade de eu encontrar um cara que queira realmente ficar comigo, que não queira descontar em mim o que outra gata fez de ruim com ele, que não tenha resquícios de amor mal resolvido pela ex, que não seja apaixonado platonicamente por outra pessoa? Que, enfim, só queira uma garota legal pra namorar e tals? (essa garota, no caso, sou eu, só no caso, pra quem tiver dúvida, tá?)

Porque, olha...

Eu tô com a porra do saco cheio. E eu NEM TENHO UM SACO, avalie se eu tivesse um. 

Esse tipo de bomba chega até mim, disfarçadamente, fantasiado de gente boa, vai conquistando meu coraçãozinho, como quem não quer nada... Aí, pah!!! Joga os problemas emocionais TODOS em cima mim.

É um jogo comigo, Brasil? Tá de brinks com a minha cara a essa altura da minha vida?

Eu não sou psicóloga. Eu sou Jornalista e Relações Públicas e isso não me dá habilitação pra receber os traumas de ninguém. Eu já tenho os meus. São muitos. Tô satisfeita já, com esse negócio aqui.

O fato é que, esse negócio de namorar tá cada vez mais difícil. E eu tô falando é do processo mesmo... Essa parte em que você conhece a pessoa, não sabe se quer sair com a pessoa, não sabe se quer ficar com a pessoa... Aí você sai com a pessoa, fica com a pessoa, gosta da pessoa. Aí a pessoa te leva pra conhecer a família, te convida pro casamento do irmão que vai ser daqui a seis meses, diz que gosta de você e tals, que você é especial e tals... Aí, do caralho do NADA, a pessoa vem com um... "vamos com calma", "estou me sentindo pressionado", "vamos dar um tempo" e, a melhor de todas "minha ex me ligou".

Meu lindo...

Pra você eu canto essa belíssima música da Clarice Falcão...

"Eu quero ver você
Numa piscina de óleo fervendo
Pedindo socorro
E eu te oferecendo uma dose de rum
Pra você se esquentar

Eu quero ver você
Numa piscina de óleo fervendo
Gritando que já está quase morrendo
Desculpe, meu bem
Mas eu não sei nadar"


Sei não, hein... Acho que, quando eu completei 15 anos, fiquei presa na novela da Maria Mercedes e nunca mais saí. Te contar, viu?

quarta-feira, 20 de abril de 2016

O lado de Lah do "bela, recatada e do lar"




E aê povo lindo!!!

Como é que tá? Tudo beleza?

Tudo beleza, até que...


Parece título de folhetim do século XIX, mas... Não. Isso foi publicado no dia 18 de Abril de 2016.

Houve toda uma discussão no "saite feices" por conta dessa matéria. Uns contra Marcela, outros a favor de Marcela.

O que eu penso sobre isso? 

Bem, se ela é feliz e foi escolha dela, ótimo. Essa é a pegada do negócio, né? Nessa altura do campeonato, nós, mulheres, as pessoas que durante séculos, tinham apenas a função de limpar a sujeira dos homens, cozinhar a comida dos homens, abrir as pernas pra piroka dos homens e parir os filhos dos homens... Olha só! HOJE, nós temos o direito de ser a porra que a gente quiser. 

Não é fantástico isso?

É, deveria ser. Mas ainda tem gente (e revistas), que insistem em dizer como deve ser uma "mulher de verdade". E essa mulher de verdade, é Marcela Temer.

A questão aqui não é a escolha de Marcela. Como eu disse, a gente pode escolher ser o que quiser. A questão é que sempre somos alvo de críticas quando escolhemos NÃO ser Marcela.

Bela, recatada e do lar...

De que tipo de beleza nós estamos falando?

Eu vivi anos sofrendo porque sempre fui muito magra e a sociedade me dizia que eu deveria ter o corpão. Quando eu arrumei meu primeiro namorado, a justificativa dele para ter me escolhido como namorada era a seguinte: "É bem mais fácil colocar um corpo numa mulher com cérebro, do que um cérebro numa mulher com corpo." OU SEJE, ele queria namorar uma mulher inteligente, de bom caráter e boa educação, mas ela precisava ter o corpo de uma Panicat. E assim, eu passei seis anos da minha vida com uma pessoa me mandando ir pra academia e dizendo que eu estava com a barriga grande e qualquer hora dessas ele arrumava outra e eu não ia saber porquê. E, olha só, ele não queria saber se eu estava feliz com o corpo que eu tinha. E eu estava, porque finalmente consegui ganhar alguns quilinhos e vestir tamanho 38. Porque não é nada fácil encontrar roupa legal pra uma mulher de 19 anos e que pesa apenas 39 quilos.

E durante muito tempo, foi muito difícil me aceitar e ao meu corpo, mesmo ouvindo de outros homens que eu era linda, gostosa and maravilhosa, sem ter ido à droga da academia, sem ter feito lipo na barriga, mesmo sendo a mesma pessoa.

O que é ser recatada?

É não vestir roupa curta? É dar só pra um homem a vida toda? É não ingerir bebida alcoólica?
Adoro vestidos longos, acho bonito e elegante. Perdi minha virgindade aos 25 anos com o meu primeiro namorado, porque eu achei que deveria ser assim. Depois de seis anos com o primeiro, namorei oito meses com o segundo E último namorado. Hoje estou solteira. Sempre torci a cara pra bebida alcoólica. Sou uma mulher recatada?

Bem, a não ser meu gosto pelos vestidos, que continua o mesmo, descobri que fico linda num shortinho. Não me arrependo de nada do que fiz na vida, de nenhuma de minhas escolhas, mas esse negócio de esperar tanto tempo pra saber o que é sexo atrasou um pouco a minha vida... E não. Eu não tô falando dos 25, eu tô falando dos 32. Então, se eu fiquei seis anos com o mesmo cara... façam suas próprias contas. Eu sou de humanas.

Hoje eu visto meu shortinho, saio com minhas amigas, adoro tomar uma cervejinha e, FINALMENTE, descobri as maravilhas da liberdade sexual. Se isso é não ser recatada, prazer EU.

Ai, gente... me dá até preguiça de comentar essa "do lar", porque essa eu não sou meixmo.

Mas já fui.

Por isso, obrigada God, por ter me livrado desse castigo, porque a expressão "do lar", sempre me remete à lembrança de um homem esparramado no sofá, enquanto eu lavo louça, faço o almoço, lavo as cuecas com freada, limpo a casa e de noite, quando eu deito pra dormir e caem lágrimas dos meus olhos porque meus pés estão latejando de dor por ter passado o dia feito uma escrava doméstica numa casa de duas salas, três quartos, quatro banheiros, cozinha e uma cachorrinha de dois meses doente, o cara vira pra mim e diz que eu tô com frescura.

Minha mãe NUNCA me criou dizendo que afazeres domésticos são responsabilidades apenas da mulher. E o que a mãe da gente diz, a gente tem que respeitar.

Eu já falei tudo o que eu penso sobre isso nesse post aqui. Mas, resumindo: quem não tem a capacidade de lavar um prato depois de comer, não merece meu crédito.

Essa é a minha visão de tudo. Já fui Marcela e me sentia eternamente sufocada. Quando deixei de ser, comecei a viver de verdade.

E, em todo o tempo em que escrevi esse texto, me lembrei de tantas mulheres maravilhosas que eu conheço e que vivem e são como eu. Que usam roupa curta, que saem pra beber com as migas, que dançam, que sorriem, que beijam, namoram, casam, tem filhos e sempre serão dignas.

A mulher pode ser o que quiser. Se tem uma coisa que mulher pode é poder.

E eu não sou obrigada a nada.

NA-DA.

terça-feira, 29 de março de 2016

O Lado de Lah da trouxa



O homem é um ser desgracento.

Eu já comecei outro post com uma frase parecida, mas eu tava falando da humanidade em geral. Agora eu tô falando só do homem mesmo. É, aquele que tem uma piroka no meio das pernas e acha que é ela que rege o universo.

E mulher... ah, mulher é bicho besta.

Porque mulher gosta dessa peste, porque mulher ajuda, cuida quando tá doente, faz comida, limpa, lava cueca cagada, faz massagem no pé, leva café na cama, passa perfume, coloca lingerie de renda... e homem faz o quê? Ele mente, ele trai, ele engana, ele te nega um carinho, ele te faz sofrer, ele desgraça sua cabeça até você ter que tomar Lexotan, enquanto ele tem o mais doce sono dos justos.

Tá gente... não vamos generalizar... há os que se salvam ainda.

Na verdade, eu vou ser mais justa e deixar claro aqui que esse tipo de homem descrito acima, é mais facilmente atraído por um tipo específico de mulher: a Trouxa. Entre elas, essa gata aqui que vos escreve.

Em duas semanas seguidas, duas amigas minhas, dois jumentos batizados que se acharam no direito de fazer o que bem quiser com o coração delas.

Cara.

Fazer comigo eu encaro numa boa (mentira. Encaro não. Sou de câncer). Agora... fazer com amiga minha. Doido. Doido. Doido. O cão sai da garrafa. Eu vou pra cima "meixmo". Tô nem aí se a gata volta com o imbecil depois. É minha amiga e eu vou por ela. E quando elas são realmente minhas amigas, elas entendem e até me agradecem por isso.

A mulher meio que tem que se unir nesse negócio aí, hein? Quem esses palhaços pensam que são, hein? Hein?

Essa última amiga é bem mais próxima de mim. Inclusive já até ganhou post exclusivo no blog antigo. Ela já sofreu muito por amor. Desde que se entende por gente, ela diz. E assim como eu, ela se entrega, ela se doa, ela ajuda, já dormiu em chão de hospital por causa de namorado, já arrumou trabalho, emprestou dinheiro, o carro, foi motorista, babá, tudo.

E agora ela diz que tá cansada.

Sim, a gente cansa. Mas não tem como a gente se impedir de gostar de alguém de novo. Porém, a gente tem que aceitar que a gente é assim, amiga. A gente gosta, a gente se envolve, a gente se apaixona. A gente sonha, a gente faz planos, a gente acha que é o cara certo, a gente acha que vai ser pra sempre.

Fia, a gente acha.

A gente acha né pouco, não.

E aí? A gente vai sofrer por causa disso? Vai morrer porque somos assim? Não. A gente não tem coração de pedra, nem vamos conseguir ter nunca.

Quando meu primeiro ex terminou comigo, ele apenas chutou um cachorro morto. Depois de ter passado por tantas situações difíceis com ele, no momento mais difícil da minha vida, de nossas vidas, ele me deixou e ainda me pediu pra eu continuar a ajudá-lo e foi isso que eu fiz. Engoli meu sofrimento e fui ajudar a diminuir o dele. Isso significou alguma coisa pra ele?

Não.

Eles não estão nem aí. Eles querem é usufruir. Veem até como uma obrigação nossa. Então, o máximo que eu acho que ainda dá pra gente fazer é... segurar um pouco a vibes Boa Samaritana and Madre Teresa de Calcutá. 

Ir curtindo com calma, sem se jogar de vez, conhecendo a pessoa e tals...
Sem essa história mentirosa de "não vou me envolver". Mulheres como a gente, se não se envolve é porque não gosta da pessoa, se a gente não gosta da pessoa, não fica com ela e evita todos esses problemas que me levaram a escrever esse post.

A gente sempre se envolve, mas eu hoje, por exemplo, quando vem em mim a vontade de resolver a vida da pessoa eu fico mais uns cinco minutos na minha e me faço alguns questionamentos...

1. Essa pessoa pode resolver sozinha?
2. Ela vai morrer se eu não ajudar?
3. Alguém da família dela vai morrer se eu não ajudar?
4. Eu vou morrer se não ajudar? (Essa é a mais importante)
5. Essa pessoa já deu demonstrações de que realmente merece?
6. Eu vou me ferrar por causa disso?

Isso vale tanto pra pegar um copo d'água como pra fazer um plano de negócios ou alavancar a carreira do cara.

Até que, pra mim, tem dado certo.

Eu sei exatamente o que você está sentindo, amiga. Mas você não tem culpa de nada. Você fez o seu melhor e merece os parabéns, merece meu respeito, dos nossos amigos, merece um Globo de Ouro, Um Grammy, um Oscar, duas caipifrutas e um milhão em barras de ouro que valem mais do que dinheiro.

E esse cara... essa peste merece ficar exatamente no mesmo lugar em que você o deixou.

O mundo dá muitas voltas.

A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

E é como diz aquele ditado...

"Amor só de mãe, paixão só de Cristo e quem quiser me amar que sofraaa". 

domingo, 27 de março de 2016

A Fênix



Há uma chama que queima meu corpo
Um arrepio me desce, pela nuca
Mas o fogo não me machuca
Ele arde, me acordando de novo.

Um tremor toma conta de mim
Minhas pernas querem fraquejar
O meu peito sufoca e assim
Eu me sinto quase desmaiar.

Tua voz traz de volta os sentidos
O teu cheiro me deixa desperta
Meu amor, o que fazes comigo
Me desprende, me solta, liberta.

Tua língua encostando na minha
O meu corpo encostando no teu
Meu suor, no suor do teu corpo
Nossos olhos, se olhando, amor meu.


                                       Lanussa Ferreira